domingo, 19 de novembro de 2017

HÁ VIDA APÓS A MORTE?

CRÔNICA - 18581 visual.



                                                            HÁ VIDA APÓS A MORTE ?

                                              - (...Quando morreu pela primeira vez, em 1993, o empresário americano Gordon Allen estava a caminho da UTI. Havia sofrido uma parada cardíaca momento. Seu sangue deixou de fluir, a respiração se deteve, o cérebro apagou. Mesmo assim ele sentiu algo. "Fui transportado para fora do corpo e comecei viajar. Não senti dor, apenas leveza. Vi cores maravilhosas, que não existem na terra", recorda Allen no site da fundação que leva seu nome...) 

                                                            A ALMA EXISTE ?

                                           - (...Em 1901, o médico americano Duncan Macdougall fez uma experiência doentes terminais. Colocou cada paciente, com cama e tudo, sobre uma balança gigante. "Quando a vida cessou, a balança mexeu de forma repentina - como se algo algo tivesse deixado o corpo", escreveu Macdougall na época. A balança mexeu 21 gramas, e o doutor concluiu que esse era o peso da alma...)
                        (LEIAM OS TEXTOS NA ÍNTEGRA NO FIM DA DESSA CRÔNICA)


                                         - Comecei esta crônica com parte de textos que tem os títulos, HÁ VIDA APÓS A MORTE e A ALMA EXISTE? Só para lembrar que os textos foram tirados da fonte  http://super.abril.com.br/ciencia/o-que-acontece-apos-a-morte#. Não importa com quem fale, muitos irão ser contra, como outros serão a favor. Ou seja, uns acreditam e outros não. Vejam, que os dois temas se entrelaçam, se por acaso existir vida após a morte. Isto significa que a alma também existe. Já que tem que se viver de alguma maneira, como não se vive mais na carne, terá que se viver na forma de alma. Complicado? talvez, se for verdade! Quando estamos vivos, temos uma alma vivendo a espera da morte para que possamos viver em alma. É isso mesmo?
- Vamos por parte, porque o testemunho do americano Gordon Allen, não diferencia de todos que disseram viver tal experiência... Talvez mude-se detalhes!
- Note que no texto de Gordon, ali enfatiza o fato de quando ele morreu pela primeira vez, dando a entender que ele morreu pela segunda vez. Ele nos deixou, dessa vez definitivamente? Veremos! Perceba também que há um tanto de fantasia em seu depoimento, ele diz que "viu cores maravilhosas que não existiam na terra". Dando a entender que no momento que 'ele' saiu do corpo percebeu em instantes de segundos um mundo todo colorido com cores que ele nuca viu! Ele disse também que foi "transportado para fora do corpo, mas não informou qual o destino que ele foi ao sair do corpo, como também não disse como foi a volta para o mesmo corpo.  O mais interessante, é que ele tendo morrido pela segunda vez, não falou ainda com os médicos que o ajudaram a voltar quando de sua primeira morte. Pelo menos, nenhum médico se manifestou até hoje - que se saiba - sobre tal acontecimento.
- No mesmo texto, vemos que uns citam ali que os EQM (Iniciais de Experiência de Quase Morte) viram uma imagem de Deus. Como seria possível ver uma imagem que nunca se viu? A final a pessoa sai do corpo ou tem apenas sensação que saiu do corpo? Deixar ponto de interrogação para se acreditar ou deixar de acreditar é no mínimo duvidoso. É muito mais fácil entender que tudo isso ocorre, o sujeito está no estado de quase morte (EsQM). Devemos reparar que isto nunca ocorre quando o infarto é fulminante. Quando o paciente chega ao hospital já em óbito. Ou seja, estar quase morto não é está morto. Segundo o próprio texto, são alucinações que ocorre por falta de oxigênio cérebro. Deixando claro que ainda há uma centelha de vida no paciente. ( Leia o texto na íntegra e tire sua conclusões). E a EXISTÊNCIA DA ALMA? 

                                                                  A ALMA EXISTE?

                                    - É exatamente por essa pergunta que muitos creem na vida pós morte. Segundo o dicionário Aurélio, a palavra alma tem vários significados e ente eles estão:
Parte imortal do homem.
Pessoa,
 Indivíduo
Índole
Vida
Consciência
Espírito
Agente, motor principal; o que dá força e vivacidade!
- Partindo do princípio da palavra pelo dicionário, seus significados são vários. Isto significa que cada um dará explicação conforme seu contexto ou conteúdo do que se quer que acredite. No entanto no dicionário não há nenhuma citação que ALMA é uma vida existente dentro do corpo. Porque lá poderia informar: Alma - Vida invisível dentro do corpo humano. Todavia, não é isso que acontece.
- Estamos cansado de ver comentários sobre alma, geralmente vestida de branco, nunca de preto, vermelho, marrom, amarelo, azul, verde...  Por que será? Vamos por parte, deve-se ter em mente que querer acreditar em algo não transforma essa crença em verdade. 
- Se partimos do princípio que Deus existe, acreditaremos se a alma é viva dentro de um ser vivo ou dentro de um corpo morto. Acreditamos ou não na existência de Deus?. Assim sendo acreditamos ou não na existência de seu opositor, o diabo. Por outro lado se não acreditamos em um , também não existirá o outro. Acreditando em um Deus que rege todo mundo, acreditamos também que esse mesmo Deus criou o homem, o céu a terra e todo ser vivente.
Voltando ao texto sobre se a ALMA EXISTE, bem interessante ver suas partes finais; Ali diz que:
"Se consideramos que a alma existe, e é uma forma de energia, então deve haver massa relacionada a ela. Se a energia muda, a massa também muda. Se alma existe, e sai do corpo quando a pessoa morre, o corpo sofrerá perda de massa – que pode ser medida. O médico Gerry Nahum, da Universidade Duke, propôs uma experiência para testar a hipótese: construir uma caixa perfeitamente selada, que ficaria sobre uma balança hipersensível, capaz de medir 1 trilhonésimo de grama. O problema é que, por razões éticas, não dá para colocar uma pessoa moribunda dentro de uma caixa hermeticamente fechada, pois isso a faria morrer. E o teste nunca foi feito."

"A alma existiria, sim, como um conjunto de relações quânticas entre partículas dispersas no Universo. Embora Hameroff tenha escrito centenas de páginas a respeito, nada disso tem comprovação".

- Falar de Deus, é muito bom, porque sempre mexeremos com a nossa existência. Tudo indica que teremos um futuro prometido por Ele, o problema é, onde será esse futuro? Está aí um ótimo tema para nosso próximo encontro.


                                                         HÁ VIDA APÓS A MORTE?

Quando morreu pela primeira vez, em 1993, o empresário americano Gordon Allen estava a caminho da UTI. Havia sofrido uma parada cardíaca momentos antes. Seu sangue deixou de fluir, a respiração se deteve, o cérebro apagou. Mesmo assim, ele sentiu algo. “Fui transportado para fora do corpo e comecei a viajar. Não senti dor, apenas leveza. Vi cores maravilhosas, que não existem na Terra”, recorda Allen no site da fundação que leva seu nome. Os médicos o ressuscitaram com um desfibrilador.
Assim como Gordon Allen, milhares de pessoas que tiveram morte clínica foram trazidas de volta. “Há uma semelhança incrível nos relatos”, diz Maria Julia Kovács, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP. “Muitos dizem ter visto um túnel e uma luz branca. Outros veem uma imagem de Deus.” Os relatos também incluem encontros com parentes mortos e a sensação de estar fora do corpo. São as chamadas experiências de quase-morte (EQM). A explicação mais aceita é que se trata de alucinações, causadas pela falta de oxigênio no cérebro. Um estudo feito em 2010 pela Universidade George Washington monitorou o cérebro de sete pacientes terminais. Em todos os casos, a atividade cerebral disparava logo antes da morte. Isso supostamente acontece porque, conforme os neurônios vão morrendo, perdem a capacidade de reter carga elétrica – e começam a descarregar numa sequência anormal, que poderia provocar alucinações.
 intrigante é que, durante a EQM, às vezes a pessoa vê coisas que realmente aconteceram – e que ela, em tese, não teria como saber. “Muitos pacientes dizem ter se encontrado com um parente que ninguém sabia que havia morrido. Nem o próprio paciente. Por exemplo, um tio que morreu minutos antes de o paciente ter a EQM”, disse o psiquiatra Bruce Greyson, da Universidade da Virgínia, num seminário realizado em Nova York. “Outras pessoas contam coisas que se passavam na sala do hospital [enquanto elas estavam mortas]”.
Mas como explicar que os pacientes estejam conscientes mesmo sem atividade cerebral? Depois de acompanhar 344 sobreviventes de paradas cardíacas, dos quais 18% tiveram EQM, o médico holandês Pim van Lommel criou uma teoria a respeito. “A consciência não pode estar localizada num espaço em particular. Ela é eterna”, diz. “A morte, como o nascimento, é mera passagem de um estado de consciência para outro.” Ele reconhece que as pesquisas sobre EQM não provam isso, mesmo porque as pessoas com EQM não morreram – só chegaram muito perto. “Mas ficou provado que, durante a EQM, houve aumento do grau de consciência. Isso significa que a consciência não reside no cérebro, não está limitada a ele”, acredita.
https://super.abril.com.br/ciencia/o-que-acontece-apos-a-morte/#
                                    A ALMA EXISTE?
Em 1901, o médico americano Duncan Macdougall fez uma experiência com doentes terminais. Colocou cada paciente, com cama e tudo, sobre uma balança gigante. “Quando a vida cessou, a balança mexeu de forma repentina – como se algo tivesse deixado o corpo”, escreveu Macdougall na época. A balança mexeu 21 gramas, e o doutor concluiu que esse era o peso da alma. A descoberta caiu na cultura popular e até inspirou um filme (21 Gramas, de 2003). Ela não tem valor científico, pois a balança era muito imprecisa – e cada paciente gerou um valor diferente. Mas será que não dá para refazer a experiência com a tecnologia atual? Se alma existir mesmo, dá para medir?
Em tese, sim. Tudo graças a Einstein e sua equação E=mc2 (E é energia, m é massa e c é velocidade da luz). Se consideramos que a alma existe, e é uma forma de energia, então deve haver massa relacionada a ela. Se a energia muda, a massa também muda. Se alma existe, e sai do corpo quando a pessoa morre, o corpo sofrerá perda de massa – que pode ser medida. O médico Gerry Nahum, da Universidade Duke, propôs uma experiência para testar a hipótese: construir uma caixa perfeitamente selada, que ficaria sobre uma balança hipersensível, capaz de medir 1 trilhonésimo de grama. O problema é que, por razões éticas, não dá para colocar uma pessoa moribunda dentro de uma caixa hermeticamente fechada, pois isso a faria morrer. E o teste nunca foi feito.
Mas os cientistas continuam em busca de evidências para a alma. E os estudos mais surpreendentes vêm de uma dupla que está na vanguarda da ciência: o anestesista americano Stuart Hameroff, do Centro de Estudos da Consciência do Arizona, e Roger Penrose – sim, o mesmo físico de Oxford autor da teoria sobre o que veio antes do Big Bang. Mas, desta vez, a tese é ainda mais inacreditável. Dentro de cada neurônio existiriam 100 milhões de microtúbulos: tubinhos feitos de uma proteína chamada tubulina. A tubulina atuaria como bit, ou seja, como menor unidade de informação que pode ser criada, armazenada ou transmitida. Os tubinhos vibram, interferem com a tubulina e geram ou processam informação – que é passada de um neurônio a outro.
Mas os microtúbulos são tão pequenos que as leis da física quântica se aplicam a eles. E essas leis preveem algumas possibilidades bizarras, como a superposição (uma partícula pode existir em dois lugares ao mesmo tempo). Para os pesquisadores, haveria uma relação quântica entre os tubinhos do cérebro e partículas fora dele, espalhadas pelo Universo. “Quando o cérebro morre, a informação quântica [gerada nos microtúbulos] não fica presa. Ela se dissipa no espaço-tempo”, diz Hameroff. Pela mesma lógica, quando alguém nasce, essa informação espalhada no Universo entraria nos microtúbulos. Ou seja: a alma existiria, sim, como um conjunto de relações quânticas entre partículas dispersas no Universo. Embora Hameroff tenha escrito centenas de páginas a respeito, nada disso tem comprovação. “Não reivindico nenhuma prova. Só ofereço um mecanismo cientificamente plausível”, diz.

sábado, 18 de novembro de 2017

O SEGREDO DA MORTE

CRÔNICA




                                           
                                                  O SEGREDO DA MORTE


                - Caro leitor, pare de ler está crônica se você acredita que ela vai desvendar os mistérios pós-morte. Não vai! Contudo, continue a ler se o tema te for interessante. Por exemplo, eu quando leitor, fico curioso para saber onde a mente do escritor quer chegar, e o porque do tema proposto por ele.
Tem uma música escrita por Raul Seixas ( Cantor Brasileiro, já falecido)  que diz o seguinte:
"Eu sei que em determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos
Tem uma revista que eu guardo a muitos anos
E que nunca mais vou abrir
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez

A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em qual esquina ela vai me encontrar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
...." (curta essa música no final da crônica)

                  - Em alguma crônica minha, remota, tenho falado algo a respeito do tema. Lembro em dizer que no fundo do coração, lá dentro do íntimo, bem no inconsciente ninguém teme a morte; Apesar da vontade de nunca morrer. Na verdade, parece um paradoxo. Claro, se nos perguntam se queremos morrer, dizemos de imediato que não! No entanto pouco fazemos para sustentar o que desejamos. Muito mal tomamos alguns remédios ou nos submetemos à cirurgia. Quantas vezes não esquecemos de tomar os remédios prescritos? Basta uma pequena melhora no quadro clínico que começamos a deixar de lado as drogas terapêuticas.
Mas tem uma verdade que não pode ser deixada de lado ou esquecida... Quando a morte é iminente. Aí então bate o medo mórbido, tal qual criança imploramos à Deus, imploramos aos deuses, pedimos corrente de orações, nos entupimos de remédios, buscamos alternativas. Mesmo que dentro de nós saibamos que tudo é em vão. Mesmo assim no agarramos na fé, como se ela fosse o último recurso. Buscam curas milagrosas nas religiões e até nas ervas... E em todo o momento, colocamos o Deus como herói ou vilão. Um Pai bondoso, ou, um Pai que não existe.
                       - É! Quando sentimos que a morte está batendo à porta, é que demonstramos o que realmente temos dentro de nós. Tem alguns que fazem retiros para repensar em tudo que aprontou ou viveu. Eles dizem que precisaram se encontrar e encontrar o caminho a seguir. Promessas de que se Deus o salvar desse momento difícil, vai levar uma vida mais saudável, amar mais, buscar ajudar o próximo, dar mais valor a vida, por assim dizer.
                           - Venhamos que um dos maiores desejos dos humanos é ir para o céu. Querem está na morada celestial, pertinho de Deus. Porque o céu é tudo de bom, é maravilhoso, imagine estar perto dos anjos, e de Cristo, e conhecer Deus? Contudo, o caminho para chegar nessa maravilha de mundo é necessário - segundo acreditam - passar por uma 'porta', a porta entre a terra e o céu se chama "MORTE".  Aí é que está a peleja interna; Ninguém quer morrer! Será que la no mais profundo íntimo, o medo da morte é exatamente o medo de se encontrar com Deus? Quem teria essa coragem de se encontrar com o Todo Poderoso? Qual fiel que acredita que Deus perdoou seus pecados, simplesmente porque está nessa ou naquela religião? Quem acredita realmente em Deus, e ou leu sobre Ele sabe muito bem, que mesmo sendo perdoador, nada passa impune aos olhos de Deus. Porque caso contrário seria muito bom fazer o que se faz aqui, depois aceitar Jesus e ir dormir no colo de Deus.
                           - A MORTE realmente é o enigma da vida, acredita-se até que depois que deixamos de viver aqui, vamos viver do outro lado, lado esse também desconhecido, a incógnita. A maior verdade sobre a morte é que apesar de ninguém querer morrer, está sempre fazendo por onde morrer mais cedo. Talvez seja porque é um caminho que não há como evitar, ou seja mais cedo ou tarde, iremos parar dentro de uma sepultura. Como é um caminho sem curvas, então que esta caminhada seja sempre vivida da melhor maneira possível. Tentamos encontrar curvas no caminho da vida, mas a reta está ali para que nela seja dado nossos passos. Notem que sendo uma reta, não há como nos defender da seta mortal. Uma hora ela nos acerta e tudo se apaga. Seja a doença, seja uma queda, seja um acidente, seja um infarto, seja por afogamento, seja uma bala perdida, seja,,, seja... seja... por fim seja pela idade e nas falência múltiplas de órgãos!.
                               - O segredo da Morte, nunca será desvendado, já que é segredo. Se soubêssemos deixava de ser segredo. No entanto quando ela vem no momento certo, se é que existe o momento certo, é para alívio e conforto de todos, de quem morreu e de quem ficou. A morte é o alívio da dor e o fim de todo o mal. Mesmo não querendo, a carne humana é saudável por poucos anos de vida. Com o passar do tempo, os órgãos vão perdendo vida, células vão perdendo vida, os olhos vão perdendo vida, rins não correspondem mais com perfeição, o sangue já não corresponde as necessidades do corpo, coração cansado bate mais lentamente dando sinais que não vai demorar sua parada... As consequências são dores e doenças muitas vezes incuráveis. É a reta da vida!
                               - Quando fechamos os olhos, acreditem no que quiser... o fato é que, quem está de olhos abertos sabe e ver tudo que está acontecendo e vai permanecer por mais um período curto de tempo. Lhe aumenta a certeza de que não quer está ali. Porque como se diz, os vivos saberão que vão morrer porém, os mortos pereceram. Nós vivos preferimos deixar os mistérios da morte, se é que há mistério... para quando morrermos.!






sábado, 14 de outubro de 2017

O QUE É ARTE?

CRÔNICA



                                                        O QUE É ARTE?


- Segundo o "dicionário Aurélio de Português Online" a palavra ARTE quer dizer: (Preceito para fazer ou dizer como é devido; Habilidade; Ofício) E a palavra PRECEITO significa: (Regra de proceder... ). Vamos falar aqui sobre ARTE, há uma semana atrás a sociedade brasileira, se encontrou no meio de uma polêmica. O que houve? Bem, o MAM (Museu de Arte Moderna) SP, ofereceu para o público, atores sendo tocados por crianças, detalhe, o ator estava completamente NÚ. O nudismo segundo os próprios atores, faz parte do espetáculo.  Na verdade o NÚ, sempre esteve presente nas artes dos considerados grades mestres. Mas de uns tempo para cá, os grupos teatrais vem explorando com maior frequência o tema. Segundo a sociedade, o que chocou desta vez, foi ver em cena, crianças alisando o corpo NÚ de um adulto e alisando as partes pudendas dos atores. Para muitos, os atores estão misturando arte com pedofilia, estão confundindo arte com pornografia. e pior, estão distorcendo valores e implantando na mente das crianças o conceito de que o imoral é normal. Se você for buscar nas redes sociais como FACE e YOUTUBE, vai ver quão foi explorado o tema. A imprensa como de costume fez apenas a parte dela, como se estivesse em cima do muro, hora batia e hora assoprava; Como que querendo dizer, isso não é assunto para mim.
- Se a palavra ARTE significa "Regra de proceder ou dizer como é devido" Me atrevo a dizer que algo está errado no caminho que estão levando o que atores e criadores chamam de arte.
-Para se ter uma ideia sobre o tamanho da polêmica, muitos usaram o momento para expor todo seu ódio sobre quem se aproveita da inocência infantil. E por outro lado houve os que defenderam com veemência a exploração do nú, mesmo que seja com criança, por que segundo os defensores estão usando o nú como arte e não importa se a criança está participando em tocar os orgãos genitais dos adultos ou não.
-A final, a ARTE tem o poder de transpassar barreira?? Até onde a arte pode ser considerado arte? Deixei passar uns dias para poder escrever esses texto, foi bom, porque se escrevo no ápice da polêmica, era como se eu fosse debater no calor da contenda, e como sabemos quando falamos sem pensar agimos como os tolos. No ínterim da polêmica aproveitei para saber o que os outros realmente sentiam naquele momento sobre o assunto. Após ver o cantor Caetano Veloso, dizendo que toda essa polêmica era desnecessária e que estavam querendo "a volta da repressão, e o fim da liberdade de expressão", me fez pensar e escrever, porém antes resolvi ver ou vir pessoas normais igual a mim e igual a você que está lendo este texto. Quando refiro o termo normal, quero dizer que somos pessoas pessoas não famosas e que não temos como nos expressar por meios televisivos etc.
- Faço parte de um grupo do facebook que se chama "clube do livro" (https://www.facebook.com/groups/151543198387081/?ref=group_header) este grupo tem um total de participante até a data de hoje 117.467 pessoas (14/10/2017). - Por se tratar de um clube onde seu principal objetivo é explorar assuntos literários, divulgação de livros, escritores, e afins, acreditei que seria um bom lugar para explorar o tema que polemizou o país. Por que acreditei nisso? Porque pessoas que gostam de ler e vivem no mundo literário quer queira ou não tendem a ter a mente um pouco mais aberta para assuntos variados, e por acreditar que livros também são arte.
-Quando entrei no grupo e posei "O CANTOR CAETANO VELOSO FICOU FURIOSO PORQUE A SOCIEDADE REAGIU CONTRA A ARTE DO NÚ (?)" a resposta do grupo foi de imediato, muitos estavam se manifestando contra e a favor, claro,  expondo os seus pontos de vistas. Já estava acalorado o debate quando um dos administradores ameaçaram tirar a postagem do ar. Sem contar que houve uma participante que me chamou de oportunista, que eu tinha colocado aquela polêmica no clube apenas para me aparecer, dizendo que minha verdadeira intenção era propagar meu livrinho e de gente  do meu tipo o mundo estava cheio. Contudo, o debate ia de vento em polpa, quando fui curtir ou responder os comentários, algo deu errado e não consegui continuar... ou seja o administrador tirou minha postagem! Mas vou postar esta crônica lá no clube, já que eu havia prometido escrever sobre o tema... 
- Voltemos à polêmica: Até onde a liberdade de expressão pode ser usada na arte, e até onde a arte deve ser aceita como uma liberdade de expressão? Bem, para opinar sobre o tema, já que não sou de ficar em cima do muro para assunto algum, e não ia ser deste que eu ficaria. O escritor que tiver rabo preso, ele estará  se auto censurando. Como não é o meu caso, vou começar minha opinião com uma ilustração: "Digamos que na sala de sua casa, após está lindamente decorada você percebeu que falta algo, o que? ah, um belo vaso de flor. No canto, bem ali no canto, ficará linda! Feito, você corre na floricultura  e  compra. Agora sim, ela está completando a beleza da sala. No terceiro dia você notou que a flor da planta cresceu 20 centímetros e você chama algumas amigas (os) para apreciar o fenômeno. Quinze dias depois a flor já está tomando metade da sala, e seu odor está cada vez mais forte. Olhando de longe é a coisa mais linda do mundo e uma coisa rara. Com um mês esta flor enche todos espaço da sala, impedindo o trânsito e mais uns dias parte das pétalas já saem pelas janelas." O que você acha desta ilustração? O que mostra que não importa a beleza e a qualidade, na vida tudo tem que ter limite. E com  a liberdade de expressão ou até mesmo para arte, tem que haver limite. Não é porque temos a liberdade de expressão que temos que sair rasgando o verbo. Para tudo existe lugar e momento certo. Não é porque temos o direito de fazer sexo que temos que ir para o meio de uma feira e praticar na frente de todos. Não é porque somos grandes desenhistas que temos que levar quadros de apelo sexual para um parque infantil.  Devemos saber que além da arte e da liberdade de expressão, existe também bom senso, pudor, respeito e respeito aos costumes e princípios dos outros. Devemos ter sempre em mente que se uma família vive de forma incestuosa, isto não significa que ele deve mostrar ou querer que o mundo aceite isso como algo normal ou natural. O princípio de uma família assim, de repente não é os princípios de outras famílias. Veja bem, para finalizar esse texto notem que até os pássaros viver suas liberdades com seus limites, e eles respeitam esse precioso limite. Não é porque eles são livres para voar que vão além dos seus limites, eles instintivamente não tentam ir muito próximo do sol; Eles permanecem vivos desfrutando de sua liberdade sabendo até onde podem ir!  PARA QUEM AINDA NÃO VIU, AÍ ESTÁ:


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

DEGUSTANDO "AS AVENTURAS DE BÍLBOR" - PARTE II

AS AVENTURAS DE BÍLBOR

BRASIL, ANO 1200




                                          ********************

               BÍLBOR E O URSO BRANCO LISO
           

               SÁBADO, ABRIL DE


                   Zzzzzz... Teodoro Gás... Karla Tupp... Silvânia...  Silnaire... July Silvãn... zzzzz, zzzzzzzz, Téo... Silvãn... July... Um sonho tão real, o vento assobiando fazendo as folhas secas caírem uma a uma. Bem no alto, lá na copa, um pássaro de canto melódico, mostra seu peito inflado enquanto olha para o horizonte como se estivesse mirando o rumo que deve seguir após o canto. Ao longe correndo feito 
louco um menino de cabelos enrolado que esvoaçavam sobre seus ombros, seu desespero na correria parecia que queria se salvar de uma tragédia que estava preste acontecer. Enquanto Bílbor dormia, posicionado de barriga e rosto para cima, parecia sorrir na direção do céu. Mas o menino Kirãn, não chegou a tempo de impedir que o pássaro que entoava melodia lá dos últimos galhos, deixasse cair a lama quente, muito
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próximo da boca de Bílbor. Assustando e dando-lhe uma tapa no próprio rosto o homem pensando que havia matado um inseto voador, viu que não se travava de mosquito algum... Ao olha nas mãos sentiu que havia espalhado pelo canto da boca e nas mãos uma lama amarela e meio fedida. Quis soltar um palavrão, quando ainda assustado, viu à sua frente Kirãn, chegando ofegante e muito assustado, parecia que havia visto o monstro leuruká! (monstro lendário) - O que houve menino, que correria essa? Parece que viu o leuruká! – Quis saber Bílbor enquanto terminava de limpar o melado que o pássaro cantador lhe fez.
   Kirãn tomou fôlego, afastou os cabelos que lhes cobria os olhos negros que nem jabuticaba, contou o porquê de tanta agonia: ...É o Gêpin, ele encontrou um pequeno urso branco e não quer entregar pra ninguém. A vila tá alvoroçada, dona Sândia não sabe o que fazer. – Disse isso, apressando em puxar Bílbor pelos braços.
   Bílbor ainda olhou pra cima tentando ver o danado do pássaro que lhe havia sujado seu rosto e que quase lhe fez comer o esterco. Respirou fundo enquanto Kirãn puxa-lhe pelos braços fazendo-o correr; Olhou o lindo campo que ia deixando para trás: um lindo gramado verde, muitas árvores de metro a metros. Um paraíso tão grande quanto uma floresta sem fim. Sabendo que ia subir e descer várias colinas, deixou-se levar por Kirãn, enquanto corria perguntou o que realmente havia acontecido: - O que houve Kirãn? É muito bom mesmo que tenha sido algo muito grave, para você me acordar de minha sesta, eu estava sonhando algo que não consigo entender, tudo estranho, mas lindo... - Vamos conte-me o que aconteceu, e pare de correr, que o mundo não vai acabar não ora! – Disse Bílbor, ofegante de tanto subir e descer as belas colinas cobertas de gramas e flores.
Kirãn Então contou a Bílbor o que aconteceu.
Com seus doze anos Kirãn, ouvia o resmungo de Bílbor, sem entender porque ele não dava importância uma notícia tão séria.
 - Você não acha que é grave o Gêpin achar um urso maldito e não querer devolver nem soltar pra floresta? Dona Sândia, está lá tentando tirar o urso do Gêpin, ela disse assim que se até o sol se esconder e o urso não voltar pra floresta para perto da Ursa-mãe, pode acontecer um grande castigo para povo da vila.
   Bílbor, apesar de adulto e casado com Sândia, uma das jovens mais belas da Vila Flor-dos-colibris, tinha em seu coração não se deixar levar por lendas e mitos. Ele até tentava encucar na cabeça de Kirãn, mas o menino era apenas seu sobrinho, o pai de Kirãn, acreditava religiosamente em tudo que se contava na vila, principalmente quando as histórias eram contadas pelos anciãos, velhos caçadores da sobrevivência, assim se denominavam os mais velhos, motivados por suas culturas, tradições e lendas.
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– Meu belo sobrinho Kirãn, não existe, ursos malditos, nem seus filhotes são malditos. Eles nunca farão mal algum a ninguém na vila nem mesmo a Sândia! E vamos andando que cansei de tanto correr.
   Kirãn ouvindo o que Bílbor seu tio falava, entendia cada vez menos. Ele tinha tanta certeza quanto à cor do céu era azul, pois se seu pai dizia que os ursos eram uma maldição, é porque era uma maldição. Se não fosse, porque então Dona Sândia estava tão preocupada? Kirãn pensou um pouco e falou: - Temos que nos apressar, eu não quero que nada nos aconteça de ruim... Vamos Bílbor, e se o urso comer o Gêpin?
   Bílbor não se conteve e deu uma grande gargalhada... Foi então que notou que o tempo brilhante como se encontrava a momentos atrás, estava se preparando cair muita água, o céu escureceu, e ouviam-se trovões ao longe, sinal que chuvas torrentes e raios se aproximavam, quase tão rápidos quanto os relâmpagos. – Vamos Kirãn, corre... O tempo endoidou. Disse Bílbor.
Kirãn olhando a mudança do tempo e a escuridão que mais parecia noite, ele tremia igual vara verde, seus olhos se enchiam de lágrimas que se misturavam com os primeiros grossos pingos de chuvas:
- Vamos sim tio, pelo jeito vai chover e ainda temos que atravessar o rio... Ainda bem que sabemos nadar, mas se o rio encher e correnteza aumentar como é que vamos passar? O senhor está vendo? Perguntou olhando para o cenário. Eu acho que é a maldição do urso! –
Bílbor, não quis demonstrar que estava com medo, mas sua consciência acusava-lhe de algo que ele não sabia explicar... - Será que essa tempestade é maldição do grande urso? E se toda essa lenda não for lenda? – No silêncio resolveu andar mais de pressa, já que perdera as forças nas pernas, ainda mais agora que o chão estava encharcado e as roupas molhadas, a essa altura pesavam toneladas. O Kirãn estava certo, ao chegarem próximo à vila, o rio estava transbordando. As correntezas arrastavam toras e troncos de árvores, e tudo que estivesse no seu leito.
 – Vamos procurar um abrigo e assim que as águas baixarem nós atravessaremos e vamos resolver o problema do urso. – Disse Bílbor ao encontrar uma gruta que ficava à margem do rio.
Kirãn encostou-se a Bílbor e com o corpo trêmulo encontrou força para dizer: - Estou com medo, tio! E agora o que vamos fazer? – Deixou o corpo agachar e de joelhos junto ao peito tentava se proteger do frio. Ao seu lado, em pé Bílbor o observava, temendo que o menino estivesse certo e que algo de pior estivesse acontecendo na vila. Parecia que estava lhe  corroendo por dentro o remorso. Por que eu não estava em casa? Por que eu tinha que ir pra longe pra viver e poder sonhar em paz? – Perguntava-lhe, mas não encontrava as respostas. Agachou-se para aquecer seu sobrinho a espera do fim da chuva, que não dava nenhum sinal que passaria. O dia era iluminado apenas quando os raios rasgavam os céus, na força dos relâmpagos! – Há horas que chove, e o breu domina a terra – Falou Bílbor, notando que os lábios de Kirãn tremiam e mudavam de cor.
   A temperatura baixara e com a voz trêmula Kirãn perguntou: - O que faremos agora Bílbor? Gêpin está correndo perigo e Sândia te espera!
   Bílbor não tinha outra opção, a não ser agir. Tomou Kirãn pelas mãos e disse: - Feche os olhos que vamos voar – Kirãn não entendeu o que quis dizer Bílbor, simplesmente obedeceu, fechou os olhos. Imediatamente Bílbor, segurou firmemente as mãos de Kirãn que assustado arregalou os olhos ao sentir o solavanco. – Pare Bílbor, pare Bílbor... Nós vamos morrer! – Gritou Kirãn quando se deu conta que o tio lhe arrastava em direção do rio. Sabia que por mais que soubessem nadar, não resistiriam às fortes correntezas em formas de avalanches. Bílbor tratou de imediato acalmar o sobrinho: - Vamos! Feche os olhos e só abra quando eu mandar... Confie em mim!
   Kirãn não quis saber dessa história de confiar; Como acreditar em alguém que está lhe levando quase forçadamente para morrer nas águas torrentes do rio? – Não tio... Não tio... Não faça isso... Por favor, tiooooooo...!
Kirãn com muito medo e com o coração acelerado fechou os olhos, não sabia por quê... Mas a morte era certa. Alçaram voo!!! – Abra os olhos Kirãn, abram os olhos, vejam quão lindo é daqui de cima.... Ha ha ha ha ha ha ! Rindo e com o coração cheio de alegria Bílbor pedia para Kirãn abrir os olhos, nem perceberam que a chuva, trovões e relâmpagos eram contínuos. Plainavam no ar entre chuvas e tempestades, relâmpagos e trovões; Se alguém os olhasse lá nas alturas, acreditariam que se tratava de dois pássaros.
Tomou coragem, Kirãn, tomou coragem e abriu os olhos... Não entendia o que estava acontecendo. Foi grande o susto quando percebeu que seus pés não tocavam o chão, tratou de se agarrar mais forte em Bílbor, dava a impressão que tocariam nas nuvens. – Socorro, socorro Bílbor vamos morrer, vamos cair daqui! Como isso é possível? – Atordoado Kirãn não sabia o que perguntar o que dizer nem como agir. Bílbor então o acalmou: - Não tenha medo Kirãn, enquanto estiveres segurando minha mão, você está seguro, aproveite e sinta a chuva, o ar e a liberdade de voar como um pássaro! – loucura Bílbor, mágico... Mágico... Estamos voando... Mas não me solte! Estamos voando! – Kirãn não conseguia acreditar... Estavam voando, no frio, na chuva, nos trovões e relâmpagos.
18)

   Voavam, gritavam iguais pássaros cantando em pleno voo. Sentiam as mesmas emoções das aves! Voam em direção da Vila Flor-dos-colibris. – Veja Bílbor, veja... Lá está a vila, vamos descer lá! – Não Kirãn, nós não podemos fazer isso lá! ...Ninguém pode saber que estamos voando ou que sei voar... Ouviu? Este é um segredo só nosso. Ninguém pode saber que chegamos voando!
   Kirãn na verdade, não ouvia uma palavra sequer de Bílbor, ele se sentia um pássaro e não parava de admirar os campos e florestas, do alto; Nunca havia visto a natureza com tanto esplendor. O lugar mais alto que ele havia subido foi na copa de uma árvore, e agora a liberdade dos pássaros, a chuva e ventos batiam em seu rosto. Os trovões e relâmpagos não incomodavam seu tímpanos e não refletiam em seus olhos. Deu-se em um curto espaço de tempo o silêncio.
Vendo que ficou sem respostas ao falar com Kirãn, Bílbor gritando disse: - Olha Kirãn, você não pode dizer para ninguém que cegamos na vila voando!
Com o coração pulsando forte a ponto de sair pela boca, sem saber o que pensar nem o que dizer, falou: - Pode deixar tio, não vou falar... Ninguém vai ficar sabendo.
Os raios e as chuvas aos poucos foram diminuindo. Os trovões cessaram, as águas baixaram nas mesmas rapidezes que subiram. Bílbor então falou: - Vamos descer Kirãn... Chegamos, e não esqueça, ninguém pode saber desse nosso segredo!
- Sim, já disse que ninguém vai ficar sabendo... Será só nosso esse segredo, será só nosso.
Ainda nas alturas na companhia dos pássaros que voltaram que voltaram com o fim da tempestade, Bílbor e Kirãn de mãos dadas e braços abertos tomam sentido do chão. Kirãn não queria descer, deseja voar mais. – Tio agora que a tempestade passou, vamos voar mais um pouco! – Não podemos. Lembra o motivo que fez você ir à minha procura? - Meu deus é mesmo, temos que salvar o Gêpin e a vila-dos-colibris da maldição do urso liso branco!
- Aprenda uma coisa Kirãn, não existe maldição dos ursos brancos! Ao dizer isto segurando firme a mão de Kirãn, desceram à terra firme.
Kirãn não entendia como é que Bílbor não acreditava na maldição dos lisos ursos brancos, se ele mesmo o tio sabia voar sem ter asas? Resolveu questionar enquanto caminhava, pois sua curiosidade aumentava a cada passo na direção do vilarejo. - Tio Bílbor, como é que o senhor consegue voar sem ter asas?
Bílbor deu uma gargalhada e respondeu - Que história é essa Kirãn, de onde você tirou essa imaginação? Ah, só pode ser a febre que está aumentando.
19)

Falou isso e passou a mão sobre a testa de Kirãn para confirmar o que ele suspeitava. O frio e a chuva fizeram com que o menino pegasse o resfriado.
_Tio nós acabamos de descer das nuvens! Olhe para nós, estamos do lado de cá do rio - Falou apontando para imensidão à frente. - Continuou: Eu vi toda floresta lá do alto! - Você sonhou Kirãn, enquanto dormia na gruta - Disse Bílbor, simulando que não estava entendendo. - Não tio, eu não sonhei não. Nós voamos sim, você segurou minha mão e me levou lá pra cima nas nuvens! - Oh Kirãn sua febre aumentou, pobre menino, assim que chegarmos, falarei com sua mãe para que ela lhe dê um chá.
Bílbor pegou o Kirãn parecia arrastar-lhe pelos braços e saiu puxando... -Vamos Kirãn, vamos depressa ver de perto a história do urso liso branco.
Kirãn se soltou, como que se desvencilhando das garras do tio e saiu em disparada em direção à casa de Bílbor. A única certeza é que é que ele não estava louco... Sabia que tinha voado mais o tio. Na correria esqueceu-se da promessa que havia feito ao tio sobre o voo. Esqueceu até qual o motivo que o fez procura o tio Bílbor. Enquanto corria cheio de euforia gritava - Sândia, mãe, pai, eu voei, eu voei, eu voei... Voei mais o tio Bílbor. Agente estava do outro lado do rio, quando começou a chover... Pra lá do rio e o tio Bílbor nos trouxe voando!
Quanto mais Kirãn corria e gritava ninguém entendia uma só palavra do que ele dizia. Quem daria atenção a um menino? - Calma Kirãn, vamos entre... Cadê o Bílbor e de que chuva você está falando? - Perguntou Sândia com um tom de quem ver uma criança que não sabe o que está falando. Já que o dia estava lindo, aliás, fazia muito tempo que não caía uma gota d’água.
Kirãn respondeu ainda ofegante - Tia Sândia, o tio já está chegando é que eu vim correndo pra contar do voo, foi tão bom tia, nós voamos lá no alto...! Mas não diz ao tio que falei do voo... ! - Tá bom Kirãn, não vai falar não... Sândia respondeu confirmando enquanto passava a mão na cabeça do Kirãn, acalmando-o. - Pode deixar não vou falar para o seu tio, depois agente conversa sobre isso. - Finalizou a conversa com Kirãn, deixando-o tranquilo, já o que Sandia queria e estava ansiosa para que Bílbor chegasse logo.
No instante que Bílbor entra - Que bom querido que você chegou! - Falou Sândia.
-        O que houve Sândia, onde está o Gêpin?
-        Você precisa tirar o pequeno urso dos braços do nosso menino, implorou com os olhos demonstrando temor.
-        Tenha calma, onde ele está? Perguntou Bílbor - Ele foi com o urso e passou a cerca do quintal e entraram na floresta. Devem está debaixo das árvores devoradoras de crianças. E quem levou o filhote de urso pra lá foi o Gêpin. Como vamos fazer para devolver o urso para mãe-ursa? Ah Bílbor, a maldição está lançada sobre nós e sobre a vila-dos-colibris! - Lamentando Sândia apontava na direção que Gêpin sumiu.
Bílbor sabia que Sândia não tomou o urso das mãos de Gêpin para não contraria o menino, já que a lenda diz que o urso não pode ouvir choro de criança, que se isso acontecer a maldição aumenta em dez vezes mais. Mesmo não acreditando na lenda, Bílbor não contrariava a crença da mulher...
-        Fica aí que vou buscar nosso menino falar com ele e vamos entregar o urso liso para a mãe dele - Disse Bílbor.
Com o coração cheio de medo Sândia falou - Por favor, Bílbor, fale com jeito com nosso menino e não machuque o urso liso.
- Pode deixar, vou pegar o Gêpin e libertar o urso liso.
Ao dizer isso Bílbor foi andando lentamente e desapareceu na floresta à procura dos dois fugitivos. Sândia queria seguir o Bílbor, mas o medo a impedia... Todo cuidado é pouco e quanto menos gente melhor. - pensava.
Passando por cima de seus medos Sândia se sentiu na obrigação de entrar também na mata. Mantendo certa distância de Bílbor e para que ela não se perdesse dele. Queria estar perto quando Bílbor encontrasse Gêpin e urso liso branco. Ela ia certificar que nada de ruim iria acontecer com o filho nem o animal. Se as árvores parassem de balançar os galhos daria para ouvir as batidas do coração de Sândia, tal era seu temor e ansiedade. Quando se fez o barulho de um galho quebrando, Bílbor olhou para trás, desconfiado que estivesse sendo seguido. Sândia imediatamente tratou de se esconder por trás da árvore que estava próxima dela, amaldiçoando o galo que pisou e fizera o barulho.
- Pode sair daí de trás Sândia, eu sei que é você, Vem comigo, pode me acompanhar! - Falou Bílbor, com um leve sorriso no rosto.
- Desculpe Bílbor, não era para você ter me visto; Não é bom que vamos juntos, é melhor eu ir à distância para não assustarmos o urso.
- Não terá problema, faremos silêncio e andaremos com mais cuidado para não pisarmos nos galhos secos. - Falou Bílbor a segurando pela mão.
- Bílbor... Continuou Sândia: O Kirãn chegou dizendo que vocês demoraram porque choveu muito e que o rio transbordou! De onde ele tirou essa história? Hoje o sol não parou de brilhar um só momento!
- Sinceramente não sei Sândia, vai ver que ele desviou-se do caminho e inventou uma desculpa..., sabe como é... Coisa de criança! Veja, já estou vendo o Gêpin, fique aí que eu vou lá. - Deixando Sândia para trás Bílbor ficou imaginando: Ainda bem que ela não acreditou no Kirãn... Será que não choveu por aqui? Deixa pra lá!
Ao se aproximar de Gêpin, o viu acariciando o dorso do pequeno urso branco. De longe Sândia observava todo acontecimento, temendo que algo de pior aconteça... Quantas histórias ela já tinha ouvido sobre crianças que se transformavam em urso depois que se afeiçoavam aos ursos brancos! - Gêpin! Gêpin! Filho sou eu o papai - Bílbor falava de maneira a não assustar o urso. Ao ver o pai, Gêpin disse: olha pai meu amiguinho! Eu posso ficar com ele? - Claro filho, ele pode ser seu - Bílbor falava tão baixo que quase não dava para ouvir... Continuou: Ele pode ser seu, mas agora ele precisa ir para se alimentar com a mamãe dele. - Não! Não! Ele não vai para mamãe dele, se ele for não volta mais! Aos gritos Gêpin falava aos choros, tentando se agarrar ao urso, que se assustou e como num lance de mágica Gêpin, se encontrava montado no dorso do urso que alçou voo uivando igual o lobo, levando Gêpin para o alto, rumo ao infinito perdendo-se entres as nuvens a um destino desconhecido.
Nisso Sândia saiu de trás da árvore gritando igual louca - Bílbor, não deixe levar nosso filho, não deixe! - Bílbor foi pego de surpresa, nunca soubera que urso voava e urrava feito lobo.
-        E agora o que é que faço, vou atrás e levo Sândia comigo ou ainda não é hora de contar meu segredo - Bílbor não sabia o que fazer... Enquanto pensava, ficava a olhar que sentido o pequeno urso tomava nas alturas. Sabia que tinha que tomar uma decisão rápida antes que os fugitivos desaparecessem na imensidão.

-        Sândia grita desesperadamente aos prantos - Faça alguma coisa Bílbor, traga nosso filo de volta... Oh meu Deus, aconteceu o que eu temia... 
(18193)

DEGUSTANDO "AS AVENTURAS DE BÍLBOR"

AS AVENTURAS DE BÍLBOR


BRASIL, ANO 2000             












 AS AVENTURAS DE BÍLBOR



            DE UM ROMANCE CLANDESTINO A

                           UM GRANDE AMOR À

             UMA ETERNA PAIXÃO.

                             

 

BRASIL, ANO DE 2000.


               Em um mundo de fantasia e sonhos, os homens misturam ilusão a realidade! Tudo se passa no presente, na era antiga ou no futuro! O fato é que nunca se sabe em que tempo se estar vivendo. Viadutos se transformam em rios e prédios em montanhas, jardins em florestas e animais em monstros.

               A História é tão rica em detalhes que não sabemos onde começa ou termina a realidade, e ou onde termina ou começa a ficção. Vá de automóvel e volte no dorso de um pássaro! Ou você é o pássaro? Acorde, vamos para o começo da estória, e lembre-se da mais linda canção de amor que seu coração já escolheu! Pegue em minhas mãos, segure firme e mate o primeiro que atravessar em sua frente, menos esse inseto voador. Cuidado, ajuste primeiro suas asas!


                  MUDANDO O DESTINO



           
        TINHA... Que ser você, mas o destino não quis. Eu juro que acreditei, com medo eu me entreguei, fiz tudo pra ser feliz... Essa música repetia numa sequência da melhor de três, numa certa rádio FM. Muitos que não tem coragem de assumir um romance, dizem que isso é música para quem está sofrendo de amor. Contudo, Teodoro não se importava com o que os outros falavam. Seu coração cheio de amor, ele estava mais empenhado em procurar outra rádio que estivesse tocando novamente, essa que ele dizia ser uma linda canção. Ao seu lado se encontrava centenas de pessoas. Hoje ele tivera sorte, conseguiu sentar. O trem está sempre lotado. Seus olhos fechados; Os demais passageiros não sabiam se ele estava curtindo alguma coisa naqueles fones fincados nos ouvidos, ou, se estava dormindo. Sua cara sim expressava felicidade, notavam ares de felicidade!
   Alguém cutucou lhe o braço, pensava que Teodoro dormia. Assustado, abriu os olhos percorrendo por todos os lados, para vê o que estava acontecendo.
 - Me desculpe, pensei que estivesse dormindo, chegamos ao ponto final.
 O senhor se desculpou e em seguida desapareceu, no meio dos outros passageiros.
- Cara louco! Não esperou nem eu lhe agradecer.
 Pensou Teodoro, enquanto arrancavam dos ouvidos os fones do celular. O dia seria longo, seriam umas dez horas de trabalho; A única coisa que lhe confortava, eram as canções românticas, que se tornaram amigas íntimas nesses momentos de solidão. Sim! Era desse jeito que ele se sentia todos os dias. Seu mundo era a lua, os dias pareciam relâmpagos. Seus amigos o notaram, ele estava muito diferente. Tinha até comprado um perfume que disseram ser o que as mulheres mais gostavam nos homens. Não que Teodoro não fosse um homem asseado, muito pelo contrário. É que dessa vez, ele estava mais vaidoso.
- O mundo inteiro vai saber desse amor! Ah, que vontade de gritar: ... “Amo-te, eu te amo!" Esse pensamento em voz alta, só faltou-lhe sair de boca a fora! Ainda bem, que eram apenas seus pensamentos- Falou pra si mesmo. Às pressas, deu uma olhada no relógio que se encontrava no braço esquerdo... Um relógio de marca condor, que estava sempre atrasando - qualquer dia jogo essa porcaria no lixo, ainda não fiz isso porque o ganhei de presente - Lembrando-se da data que ele ganhou, concordou que já estava na hora de comprar outro, pois ainda era menor de idade quando recebera. - Nossa, a hora voa! - Para que nada lhe atrasasse mais ainda, Teodoro não quis mais suas melodias sertanejas. Guardou o celular e desconectou o fone. Reparou ser quinze pras sete da manhã. Tinha apenas quinze minutos para marcar o cartão. Não daria tempo; O trânsito tá infernal – Se eu venho de carro ia ser pior! – Falou, olhando para infinita fila de automóveis que se encontravam parados na marginal. Manteve-se calmo, entrou no ônibus, sentou-se e ficou a imaginar no seu grande amor.
   “Tinha que ser você, mas o destino não quis. Eu juro que acreditei sem medo eu me entreguei... Fiz tudo pra ser feliz” A letra da música não saía de sua cabeça. A música estava tão viva na mente, que ele pensava que estava escutando-a novamente. Foi então que percebeu que o fone estava enrolado, guardadinho no bolso do casaco. O tempo mostrava-se frio, passando a impressão que ainda estava cedo. Conformado que chegaria atrasado, não tinha mais o que fazer, desceu do ônibus. Olhou novamente para o relógio, os ponteiros marcavam dez pras sete. Dessa vez não resistiu, arrancou o relógio do braço e atirou-o no terreno baldio pelo qual passava. – Esse não tem mais jeito! – Quando chegou às pressas na firma, viu que no relógio de ponto as horas eram 07h22mim. Ele estava atrasado 22 minutos. – Bom dia senhor Teodoro! O chefe lhe deu esse bom dia num tom tão irônico, que deu pra notar é que o quer ele queria dizer era: “Não dá pra chegar mais cedo?” – Bom dia chefe! – Teodoro limitou-se a responder e foi trocar-se sem dá mais explicação. – Fala o que? Estou errado mesmo! Só que ele não sabe o trânsito infernal que tive que encarar nessa marginal. Trem, ônibus e trem novamente. – Em pensamento tentava se autodesculpar e jurava que ainda ia financiar um carro; Justificava-se que isso poderia ser evitado se saísse um pouco mais cedo de casa.
   O dia se foi tal qual um raio; Teodoro bateu o cartão e sentiu o celular tremular no bolso, olhou rapidamente no visor, mas já sabia de quem se tratava. Atendeu: “Fala minha amada” às 18h30mim estarei no local combinado. Falou e depressa correu para o vestiário. Do outro lado da linha, uma voz misteriosa e macia, respondeu: “Te espero, não se demore... Beijos”. Teodoro desligou o telefone e caminhou-se ao hotel sex-tur.
Enquanto isso a caminho do encontro, Karla Tupp se virava como podia com a mudança do tempo.
   Os cabelos soltos pareciam quere voar no sopro do vento. De vez enquanto Karla Tupp passava as mãos nos cabelos, tentando evitar que as madeixas se assanhassem. A tarde já se ia. O céu escurecia mostrando que a noite estava presente. Trovões anunciavam o temporal que não demoraria a desabar. O perfume da boutiká era o mais novo lançamento. Comprou exatamente para agradar Teodoro. – Este vai marcar essa noite – Pensava enquanto passava o antebraço no nariz para se certificar do cheiro que era muito agradável. Chegando à portaria, arrumou a bolsa tiracolo; Pegou a identidade e se dirigiu à recepção. – Boa noite! Quero um quarto no quinto andar, é possível? – Um momento, por favor – Respondeu a recepcionista, olhando no computador se havia algum quarto vago nesse andar. – Só pra senhora? – Perguntou ao notar que a moça estava desacompanhada. – Não! Quer dizer, estou só, mas logo ele estará aqui. - Deixou a ‘identidade’ com a recepção, pegou o elevador e subiu. A única dúvida era se tomava outro banho, ou se se mantinha com o perfume que passara, ao sair de casa. Abriu novamente a bolsa e deu mais uma olhada naquela bagunça – Encontrei – Deitou-se na hidro e descansou a alma na água quente. O perfume estava ali, no meio entre os pertences. O agradável olor estava garantido, na espera do amado.
   A firma fica meia hora a pé do hotel sex-tur. Eram ainda 18h15mim quando Teodoro chegou – Por favor, tem uma moça à minha espera? – Perguntou ansioso, temendo que Karla tupp não cumprisse o prometido. – Seu nome? – perguntou a recepcionista – Teodoro – Respondeu a recepcionista, para de praxe, verificar se havia alguém com esse nome. À espera da resposta, Teodoro aproveitava para se olhar nos espelhos fixados nas paredes, que dava um toque de requinte e bom gosto ao ambiente. Notou que um lindo tapete vermelho o conduzia até a entrada do elevador – Nossa é um luxo só, como é que eu não tinha reparado nesse luxo todo? – pensou consigo mesmo. – Senhor, no quinto andar, conjunto 63 – A recepcionista, lhe cortou o pensamento. O coração de Teodoro parecia o motor de moto barulhenta. – Obrigado!  Limitou-se a responder, pegou o elevador e como um passe de mágica, apertou a companhia.
4)

Karla abriu aporta e com um lindo sorriso, sem esperar que Teodoro abrisse a boca, lhes deu um inesperado beijo acompanhado de um apertado e sufocante abraço. Adentrando no quarto, com olhos fechados, bocas coladas e corpos grudados, foram-se conduzindo aos tropeços em direção à cama, e aos empurrões, com a parte de trás do pé, fechou a porta! Como dois insanos, não houve tempo para uma palavra sequer, na troca de favores o prazer invadia lhes os corpos e eles iam se desnudando peça a peça. Braços e bocas se fundiam nos abraços e beijos, deixando-se cair sobre a cama, parecia girar levando-os às nuvens. Ouvia-se apenas a respiração ofegante e estalos suculentos dos beijos deslizantes sobre os corpos lambidos da cabeça aos pés. Se as luzes estavam acesas ou apagadas, não repararam. As peças de roupas nesse momento estavam perdidas, jogadas, deus sabe onde... Nos quatros cantos do quarto! O som do silêncio só era ouvido no coração acelerado de ambos no meio de sussurros e gemidos. O ar condicionado parecia não existir, os suores dos corpos exalavam o perfume que desimpregnavam misturando-se ao odor do sexo que os envolviam. Em fim, uma palavra escapou dos lábios de Karla: “te amo” – E eu mil vezes mais – Teodoro respondeu, olhando-a nos olhos enquanto buscava a boca da amada, que se deixou achar, correspondendo assim com beijos cheios de desejos. Esta noite de amor está apenas começando. Amavam-se como os animais, doce e salgado era o sabor desses entrelaçados de corpos. Não havia espaço para perguntas, nem tampouco para respostas. Minutos de delírios eram tão preciosos que não se davam ao luxo do desperdício de palavras. Aguardavam o êxtase primeiro! Se possível, alguma palavra só depois do segundo. A linda música que toca no rádio, se perdia no ar. Estava tocando para os surdos! A batida dos corações de Teodoro e Karla era mais alta do que aquele som. Que som? - Deixe-me te olhar – Finalmente Teodoro disse algo. Ele queria por alguns segundo admirar aquele corpo perfeito, que a natureza lhes pôs no caminho. Deitada tal qual escultura à mostra, Karla aproveitava para sentir o prazer de ser desejada por um homem tão atraente e acima de tudo amado!
   Naturalmente, ela parecia posar do jeito que veio à vida, sem pudor algum. Teodoro, admirando-a e repleto de desejos, ele sussurrou-lhe pertinho de sua boca: “Te amo, te amo, ah como te amo!” Karla, deixou-se levar subindo às nuvens, retribuiu-lhe o beijo, afastando os cabelos que teimavam em cair sobre seus lábios úmidos – respondeu: “Também te amo, e vou te amar para sempre!”. Apagaram-se novamente as luzes dos olhos e se entregaram transformando-se em um só corpo. Seus corpos em ebulição aguardavam apenas a explosão do êxtase... O clímax, ponto culminante do amor. Não deu mais para segurar, expeliram o néctar de suas sensações.


                         
                    CRISTAIS QUEBRADOS


Na casa de SILVANIA, o clima estava tenso...
        

                    -Tal qual barata tonta, Silvãnia ia de um lado para outro. O café era seu companheiro. Bem que eu poderia fumar – Pensava – Pelo menos dizem que é um bom remédio para aliviar a tensão. Ora olhava o relógio da parede, ora olhava o que estava no pulso. Contudo, não consegui visualizar nenhum dos dois. Olhar o relógio tornou-se um hábito automático, do mesmo jeito que olhava para o teto ou para a porta, na esperança de vê-la se abrindo. – Que horas são? Vamos Silnaire, responda que horas são? – Calma! Irmã, você já deveria está acostumada com seu marido, ele sempre chega um pouco mais tarde dia de hoje. Você mesmo falou isso! – sim, falei, mas é que ele nunca demorou assim! Retrucou, impacientemente. – Vai ver o carro dele quebrou! – Respondeu Silnaire, não lembrando que o carro, não se encontrava na garagem. – que carro? Ele está de ônibus! – Então é por isso que ele está demorando um pouco mais, é melhor se acalmar, logo ele aparece.  Silnaire falava assim com tanta certeza, até parecia que ela conhecia o cunhado melhor que a esposa dele, sua irmã. Mesmo desconfiada que Teodoro o cunhado, poderia está aprontando ou, até mesmo bebendo nas farrinhas que costumava fazer nos bares que se encontravam a caminho de casa – Afinal, hoje é sexta-feira – falava com seus botões.
 – Não, eu sei, eu sinto, não é o que você está pensando Naire, sei que hoje é sexta-feira, mas algo me diz que ele não está no bar coisa nenhuma!
 – Não falei nada! E se ele estiver no bar? Ele pode muito bem está no bar, todos os homens não fazem isso? Argumentou Silnaire, tentando aliviar a dor que a irmã sentia, enquanto que disfarçadamente olhou para o relógio e viu que marcava 21h55mim.
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– Bem, se estiver no bar, a festa lá deve tá boa, e espero que você esteja certa Naire, porque hoje só vou dormir quando ele chegar. Pô! Nem pra telefonar? – Resmungava sua insatisfação. Silvânia não sabia o que pensar; Seu coração batia acelerado – Outra mulher... Só se aconteceu algum acidente... Não, não foi. Algo está acontecendo e não é acidente. – Seus pensamentos giravam igual aos ponteiros do relógio.
 – Quer saber, vou lá! – Dizia em voz alta.
-Lá onde? Quis saber a irmã.
-Na firma dele, ora!
 – Não faça isso Silvânia, nenhum homem gosta quando as mulheres fazem assim. Como você sabe? Pelo que sei você, nunca casou! – Não precisa falar assim comigo, eu só estou querendo ajudar. – Respondeu Naire ressentida. – Me desculpe Naire, é que estou nervosa – Tudo bem, eu entendo. Silvânia estava decidida a ir ao encalço de Teodoro. – E tem mais... Não importa, se ele gosta ou não... Vou lá e pronto! – Então vou com você. Silnaire sabia que se sua irmã fosse só, as coisas poderiam piorar. Conhecia muito bem o gênio da irmã. Por outro lado, conhecia e muito o gênio do cunhado. Sabia que estando por perto poderia evitar o pior, controlando a situação. O sofrimento e angústia de Silvânia, de certa maneira lhe cortava o coração.
   Voltando à realidade, Silvânia sabia que àquela hora, não adiantaria ir à firma que Teodoro trabalha. A que horas iremos chegar lá?- Perguntava-se. – Ainda bem que você voltou a si, não há muito que fazer. Não sabes que notícia ruim anda mais de pressa que reflexo de espelho? – Silnaire argumentava com certa razão, e se sentia aliviada por ver que a paz momentaneamente residia na mente de Silvânia. Sabia que sua irmã poderia está certa, e ficava a observar a intranquilidade dela, na caminhada naquele pequeno espaço da sala pra cozinha e da cozinha pra sala. Sabia que a paz estava presente, mas a tranquilidade de Silvânia, jamais. A tentação de ir ao encalço de Teodoro não saía de sua cabeça. Por fim, sentou-se e deu mais um trago no café, que a esta altura estava frio. Baixou a cabeça sobre os braços cruzados em cima da mesa, respirou fundo e com um tom melancólico disse: Aguardar é o que nos resta!
                   
   Naire mostrava certa tranquilidade, tentava ser racional. Puxou da cadeira e sentou-se ao
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lado da irmã, para saborear o mesmo café gelado. – Nossa, que horroroso! – Reclamou, mas engoliu a força. Silvânia, com a cabeça baixa e o ar desanimador, ergueu-se e como se estivesse dopada cambaleou em direção ao quarto. Silnaire, também se levantou e dirigiu-se a pia, e jogou o restante do café no ralo. – Basta de tanto café frio por hoje. Deu boa noite para Silvânia e aproveitou para lavar alguns pratos e xícaras que se amontoavam. Através da janela observava o dilúvio que caía do céu. Então, terminando de lavar a louça, foi fazer companhia a Silvânia. Olhando novamente o relógio, viu que a hora passara. – Vai dar meia noite, não é possível que ele não venha pra casa! – Pensava, enquanto afagava os cabelos da irmã. – O melhor mesmo a fazer nesse momento é dormir minha irmã... É dormir! Amanhã, agente vê o que faz se preciso... Vamos à polícia e registramos queixa.
   A todo o momento Silnaire, tentava manter-se sóbria nos pensamentos. – Polícia, para que polícia? Aquele cachorro deve é está com alguma vagabunda por aí, enquanto eu estou aqui, feito uma idiota cheia de preocupação. Minha intuição não falha Silnaire. – Silvânia parecia saber o que estava dizendo. – Quantas vezes, você já não falou isso? E em todas às vezes você se enganou! Respondeu Naire – Isso é o que você acha – Retrucou Silvânia, e continuou – Sabe de uma coisa? Vou seguir seu conselho minha irmã! Não adianta eu ficar me intoxicando com pensamentos, sei que hoje ou amanhã cedo ele retorna. – É isso aí Vânia, até que fim, uma palavra coerente.

Disse Naire enquanto arrumava o cobertor sobre o corpo de Silvânia e completou: “Boa noite”. O tempo chuvoso era um convite a uma boa noite de sono, o tempo frio ajudava nessa missão. Naire se recolheu também; Se elas iam conseguir dormir, só o resto da noite responderá. E o sono em fim as levou para profundezas da escuridão.

(18189)

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A DISTÂNCIA E A SAUDADE

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