domingo, 9 de outubro de 2016

BULLYING ou BULI... DOENÇA SOCIAL?

CRÔNICA


BULLYING ou BULI... DOENÇA SOCIAL




- Os anos passam e o século se consolida como o período de grande mudanças em todos os sentidos. Vivemos em mundo dotado de tecnologias cada vez mais avançadas. Nossas crianças já nascem perdendo o que acontece de novo no mundo tenológico; Estamos num presente tão no futuro que podemos dizer que vivemos em um tempo pré-futuro. Somos pegos sempre com algo novo seja em tecnologia seja no mundo científico e até na medicina onde o homem busca a cura para doenças que são tidas como incuráveis.
- Sejam todos bem vindo ao futuro, que em um piscar de olho já estamos vivendo com os dinossauros. Na mesma velocidade que a rotação faz girar tudo de bom em nossos tempos, o mal também pegou carona  nessa evolução; São novas doenças ou doenças que retornam com maior intensidade e mais resistentes aos antibióticos que a modernidade está produzindo.
- Mas é  que de tempos e tempos aparece um mal que quando acreditamos se tratar de algo passageiro, o mesmo permanece por tempo indeterminado. Ao pensarmos que está morto e sepultado, esse mal retorna mais resistente e causando - hoje - na sociedade, devastação em famílias. Não que seja uma devastação que ampute-se um membro do corpo... mas do nada, muitas vezes pode até chegar extinguir o bem maior da família, o integrante dá fim a própria vida em um ato suicida.
- Tal qual alimentação artificial, sim o alimento artificial hoje é cada vez mais consumido por todos; Até mesmo os frutos que comíamos e apreciarmos  direto do pé, acreditando ser um produto natural, o mesmo já sai do pé com modificações genéticas... De um jeito ou de outro nos tira a certeza da total pureza que o fruto da planta tinha quando não se mexia em sua natureza. O Ser Humanos vai nesse mesmo caminho, se tornando cada vez mais vulnerável e infectado pelo vírus, que está instalados - pasmem - nas escolas; Sim, nas escolas, e de lá se espalha para outros setores da sociedade.
- Atualmente vez por outra, o tema BULLYING é explorado pela mídia, como também é assunto  principal nas escolas, porque é na sala de aula que o vírus se esconde, ou melhor, está ao vivo e muito presente na frente de todos. Mas se é um problema que está na frente de todos e os alunos e professores são cônscios do mal que acarreta para a vítima, por que então é tão difícil se encontrar um antibiótico que elimine esse vírus de uma vez por todas?
- Venhamos e convenhamos, não vou aqui discriminar ou julgar os que se acham bulinados. Nem tampouco julgar quem de modo inconsciente ou consciente pratica a bulinação com o colega escolar. Retratarei aqui um pouco de  minha convivência escolar na década de 1.980, mais precisamente quando eu tinha entre 7 e 15 anos de idade. Estou falando do ano de 1.975 à 1.983. No ano de 1.983 eu cursava a oitava série (hoje conhecido como nono ano). Neste período de infância e pré-adolescência e adolescência,  lembro-me de muitos casos que hoje SÃO considerados como bullying.
- Começando por mim, (1) eu era franzino, sabe aquele tipo magrelo e de voz grave, quase rouca, diziam que eu deveria ser locutor de rádio. (2) Tinha uma amiga que chorava por tudo, era do tipo sensível, mas nós não entendiamos o porquê. (3) Havia também um amigo que tinha uma cabeça enorme. (4) Como também estudava na mesma classe um colega que parecia ser deficiente físico, no entanto ele não era, mas sua aparência era bem engraçada, tinha a bunda empinada pra trás e o peito estufado para frente, parecia mais um patinho andando, sem contar que ele tinha um QI avançado em comparação aos outros. A chorona era exatamente a considerada a menos inteligente de todas, e isso ficava notório nas notas delas, raramente tirava uma de cor azul e até quando colava, a cor da nota não mudava. (5) Entre os de cor havia  um bem negro. (6) e uma ruiva que era conhecida como sarará pois seus cabelos eram quase vermelhos e crespos e ainda portava pintas nos rostos. Aqui eu não estou criando algo fictício. É bem possível que até hoje você deve lembrar também de algo nesse sentido no seu tempo de estudos no passado, assim como estou relatando.
- Briguinhas entre amigos eram muitos comuns; Imagine essa turma todos os dias… sem falar nas diferenças religiosas. Acreditem a paz não era a semente desses alunos, no entanto a guerra nunca foi nem de perto essa semente. Eu Bulia com a chorona, cutucava o cabeção, jogava bola de papel no patinha, chamava o negro de negrinho, bulia também com a de cabelo de fogo; Eu...eu? (risos) eu, era chamado de bode rouco ou passa-fome... Eu bulia com um, ele bulia com outro, ela bulia comigo, ele bulia comigo; vez ou outra nos estranhávamos, aí era puxar de cabelo pra cá e puxar de cabelo pra lá. Várias vezes cheguei em casa com a camisa rasgada e suja. Minha mãe já sabia o motivo... e a surra comia solta no meu couro... No outro dia estava lá eu e minha mãe de mãos dadas indo falar com a professora ou com a diretora do colégio. E acreditem isso acontecia com a maioria dos pais. De cara nós tínhamos vergonha quando chegávamos com nossas mães para se repreendidos na escola, mas depois era só gargalhadas... um zoava com outro... e assim seguíamos a vida. Nunca houve notícias de que alguém não queria ir mais às aulas ou que tenha ficado doente e muito menos tentado se matar por causa das travessuras da escola.
- Notou que usei a palavra BULI? Porque era assim que usávamos o termo, esse termo também era usado quando um rapaz tinha relações sexuais com as moças antes de casar, então falava-se que fulano buliu com a moça e não casou ( ou casou, depois). Será que BULI, é mera coincidência com BULLYING*?
- O que mudou de lá pra cá? será que a modernidade implantou a intolerância na mente dos nossos filhos nos tempos atuais? Será que tudo que se fala hoje é motivo para se baixar a cabeça e levar tudo tão a sério a ponto de sentir ódio dos outros ou de nós mesmos?
- Me parece que essa geração está infectada com o vírus do não me toque, o vírus do sou melhor que você. O vírus do estou certo e você está errado. O vírus do eu sou o pior.
- Minha mãe, primeiro ela fazia alguma coisa para tentar  nos corrigir, e é bem possíveis que os outros pais fizessem o mesmo. Lembram o que me acontecia quando eu chegava em casa com a camisa rasgada? pois é, acertou, ela me dava um belo corretivo...(risos) verdade, eu apanhava mesmo. No entanto ela não fazia só isso não. O que vou falar a seguir, parece  logo de cara um incentivo a violência, mas vou deixar para você julgar; Minha saudosa mamãe, ela me "dizia que se eu brigasse na escola e apanhasse lá, ela me daria outra surra" ou seja, eu apanhava tanto na escola - se eu apanhasse - quanto em casa. Resumindo de qualquer maneira eram duas surras, ou alguém já viu uma criança brigar com a outra e dali sair um vencedor? De um jeito ou de outro a gente chegava em casa um pouco machucado e isso era sinal de que tínhamos brigado. Na verdade ela não queria saber se apanhamos na briga ou não, ela queria saber se nós tínhamos brigado, era motivo suficiente para o pau comer! Por isso que ela me avisava, se brigar na escola e apanhar lá, vai apanhar aqui. O que ela estava dizendo era para não brigar de jeito nenhum, porque eu já sabia o que ia acontecer quando chegasse em casa. Ela não estava dizendo que eu tinha que brigar e bater e chegar em casa ileso, incentivando a violência.
- A mente é a melhor maneira de resolver os conflitos internos, e a pessoa tem que passar a reconsiderar conceitos... Porque o vírus está na mente de cada um, nada como perguntar o motivo de ser tratado de tal maneira. Perguntar para o agressor do por quê da indiferença? E se a  agressão for de violência física, isto se leva para os superiores no que se diz respeito às leis, já que ninguém tem o direito de bater em ninguém. E em primeiro plano, devemos saber que não somos piores que ninguém, independente de qualquer coisa ou situação. Se a pessoa diz ‘A’ podemos responder com ‘AB’, e dentro das respostas mostrar que a igualdade é termo que o outro tem que entender, caso contrário o burro e imbecil é o outro, sendo assim não devemos mais explicações, porque uma pedra não escuta o estalo do capim!

*Bullying (IPA: [ˈbʊljɪŋ]) é um anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.[1] bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida.

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09/10/2010 (domingo)


      

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