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MAGAZINE ERIKA!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

QUANDO O ALVO É O NOSSO COCO

CRÔNICA



                QUANDO O ALVO SOMOS NÓS

                                             



                                              Meu blog é um meio de comunicação e entretenimento, onde em primeiro lugar dou primazia e respeito aos que aqui visitam. Visitam por amizade ou por curiosidade e por admirar esse tipo de trabalho que realizo. Acima de tudo valorizo a ética para com todos, sejam bloguerios, cronistas, poetas, escritores, autores, jornalistas e até para com os mortais, os meus amigos que não fazem parte no que se diz trabalhar com a escrita. Principalmente eles, que são o cargo chefe quando se trata de manter um blogger, em evidência, seja o meu ou de outros companheiros, e até mesmo as audiências de quaisquer emissoras. Sem esses simples mortais, nada fluiria, nada andava, nada funcionava. Aqui em especiais a nossos amigos mortais mantenho e tenho um grande respeito. Jamais poderia iniciar um texto com a frase à cima: QUANDO O ALVO É NOSSO COCO, Porque parece não fazer sentido. Então mais uma vez peço a você leitor, amigos mortais que me perdoem. Mas eu usei esse termo (espero que me entendam) porque a vontade minha, é falar  com outras palavras, mas aí seria um desrespeito muito maior. E com certeza eu afastaria  os leitores de vez de minha página!
                                          Saí de minha cidade natal aos 18 anos, acabara de completar. Passei quase 30 anos vivendo na cidade grande. Para ser preciso, morei por 27 anos em São Paulo, passei toda minha juventude lá. Cresci como homem, constitui família e adquiri uma cultura, onde ninguém é de ninguém. Uma cultura onde se trabalha para viver, se trabalha para dar alimento aos filhos, trabalha para dar educação. Culturas essa que os filhos aprendem ainda crianças ao ver os pais saírem de casa as três ou quatro da manhã para trabalhar e só os ver voltarem as seis ou sete da noite! A cultura que nossa vida é tão importante que não há tempo nem espaço para se preocupar com a vida dos outros. Ninguém quer saber se beltrano ou fulano está doente e passando fome, ou se ele comprou um carro novo ou não. Se o filho dos outros se formaram em alguma faculdade, muito menos importa que curso ele se formasse. Uma cultura onde se mata um leão por dia para poder sobreviver. Uma cultura onde quem tem carro, televisão, casa, apartamento, sítio, chácara, roupa nova, etc. Sabe-se que foi fruto de esforço, seja por trabalho ou meio ilegal... Não importa. Uma cultura de que cada um é cada um. Você não ver o vizinho saindo para falar da vida do outro, ou sentir inveja. Muito menos sair para falar se a filha de fulano ou beltrano é vagabunda, piranha, galinha ou outro animal qualquer. O suor e o cansaço é o símbolo de quem vive e trabalha numa megalópole, como São Paulo. 
Significado de Megalópole:
1 Metrópole de grandes dimensões.
2 Zona urbana vasta e com grande concentração populacional, que corresponde ao território ocupado por várias áreas metropolitanas interligadas.
3 MEGAMETRÓPOLE
Bem, voltei para cidade de quem tanto em sentia saudade. Trouxe na bagagem toda essa cultura, e assim continuei minha vida, porque não se muda um aprendizado que enraíza em nossa vida, de um dia para o outro, e quando o que se aprende são coisas importantes e boas não devemos jogar fora, porque nosso caráter e nossa personalidade são formados pelos ensinamentos que o mundo nos ensina. Aprendemos que o veneno das megalópoles, na verdade são a violência, e a falta de amor com próximo... Mas aprendemos também que essa falta de amor é com o próximo distante... (aquele que não conhecemos). Mas esse é um veneno que não mexe na infraestrutura psicológica de ninguém. Não trás inimizade para ninguém, não causa doença a ninguém, não há rixas, nem falsidades.
             Veneno é o que mais se ver numa cidade pequena. Pessoas que tem o prazer de colocar um amigo contra o outro, amigos... Pessoas venenosas, invejosas... Pessoa que não podem ver o vizinho comparando um chinelo ou uma geladeira nova parece que isso lhe dói no coração. Pessoas que falam mal das outras, jogando um contra o outro com mentiras. É bem possível que quando deixei a cidade há quase 30 anos atrás, essa cidade já fosse assim, e eu saindo de minha adolescência não tenha enxergado isso. Tanto é verdade que nunca imaginei que isso existisse. Conversando com os amigos a respeito dessa pobreza, me disseram que esse veneno não existe só aqui não, existe em tudo que é cidade pequena!
            Mas eu não queria e nunca quis acreditar nisso, achava que era só para me afugentar, brincadeira... Mas acredite, não é não! Posso dizer que é como se alguém estivesse me mandando abrir os olhos e ficar esperto. "Você é muito ingênuo, não consegue ver maldade nas pessoas, mas cuidado!" - Diziam-me. Era como seu eu estivesse debaixo de uma chuva de pedra e não enxergava pedra alguma, muito menos a chuva. Até que umas dessa pedra caíram bem em minha cabeça. O por isso da expressão, Uma pedra dessas caiu bem em minha cabeça que aqui o comparo ao coco. Senti na pele o veneno do morador da cidade pequena. Fui vítima de calúnia e falsidade. Isto para pessoa que me caluniou e foi falso comigo,  é a coisa mais natural do mundo. Mas o efeito que fez, estragou meu dia, poderia ter estragado minha vida, se quem me conhece, por acaso não soubesse do meu caráter e de minha hombridade...  .
Significado de Hombridade
1 Aspecto varonil.
2 Dignidade, nobreza de caráter.
3 Altivez louvável
4 Desejo de ombrear.
 ...com certeza tinha chegado a mim, e me dito poucas e boas. Eu teria perdido uma grande amizade, e minha vida seria muito mais difícil na cidade que vim para ter uma nova vida e recomeçar. Em fim a verdade apareceu. Já que quem inventa mentira não tem base de veracidade. Porque o caráter de um homem não se conhece por suas palavras e sim pelos seus atos.
          Aos quarenta e seis anos, tomei mais uma pancada da vida me ensinando o caminho que devemos trilha, aprendi que a cultura que aprendi na cidade grande é muito mais útil aqui do que em qualquer cidade grande. Aprendi que a seleção de amizade na cidade pequena, tem que ser muito mais criteriosa... Mas acreditem, sou um bom aluno! Passei por mais uma nessa escola da vida, tirei mais um dez.

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