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sábado, 16 de março de 2013

A dor não me deixava, o relógio marcava 19h00mi, há quase doze horas no hospital,  e como as medicações, ela teimava a machucar o peito. Quando, não sei quantos minutos depois ela se foi de maneira lenta, mas não totalmente. Mas eu podia dizer que já estava bom  em comparação de horas atrás.
                    Antes da notícia da internação, o pensamento era um só: "A volta para casa". Agora me resta avisar a família o que houve e dizer que ficarei alguns dias preso no hospital. Minha esperança era uma dor que eu sentia na clavícula devido ao excesso de força bruta no trabalho. Tudo seria possível, menos um infarto. A comida que não me caiu bem  ou a dor do trabalho forçado... Logo, logo estaria em casa. Mesmo com a afirmação dos médicos que o que eu tinha se tratava de infarto, dentro de mim, eu sabia que eles estavam enganados (mero engano...meu). Não demorou e foi marcado um cateterismo (CATE), a marcação foi rápida, longa foi a espera para o procedimento... E como foi!
                    A entrada no hospital dia 25 de janeiro, era o começo de uma espera angustiante até o dia 13 de fevereiro. Nem tudo foi só azar, tive um pouquinho de sorte, está data foi antecipada para 3 de fevereiro  Seria a data do (CATE); Mesmo assim eram bastantes dias de espera. Enquanto a data não chegava,  a internação era complementada com muitas doses de remédios e nesses as picadas de injeções. O que me aliviava era a visita da família, cuja esposa, fazia questão de ficar horas ao meu lado. Aos poucos eu ia inconformado me acostumando com a permanência no hospital.
                    Mas, o que era esse tal de cateterismo? Era um procedimento para ver as veias e o coração. Na verdade é uma micro-cirurgia com anestesia local. O resultado? Dia três, ficaria sabendo! O dia do cateterismo demorou, mas chegou. A remoção foi feita de ambulância até o hospital "São Paulo". Às 7h00mi em ponto, estava eu preparado para fazer esse tal cateterismo... Ocorreu tudo bem, me prepararam ma mesa cirúrgica. Fizeram um furo em minha virilha, e não sei como, via-se as artéria, como também via o batimento do coração, tudo através do monitor de televisão. Lembro da cara de poucos amigos do médico, ao analisar as imagens. Senti que, apesar de não entender nada, a notícia não era boa. No meu íntimo, a esperança que eu tinha já havia morrido; Sentia que meu estado era mais grave do que apenas uma dor causada por comida estragada ou por esforço físico. Ao sair da sala d cirurgia, o médico deu a notícia, que a essa altura eu já esperava. "Senhor Osvaldo, você tem uma obstrução na artéria, na verdade, são duas veias que estão obstruídas e pelo estado em que se encontra, o melhor a fazer é operar" "Existem outros procedimentos, mas no seu caso, o melhor a fazer é o ato cirúrgico. Mas não se preocupe, porque hoje em dia tudo está mais fácil e não há complicação. Temos um mundo tecnológico super avançado". "Você terá uma vida normal após a cirurgia... não se preocupe". Com essas palavras o médico se despediu e foi continuar seu trabalho com outros pacientes que tinham os mesmos problemas que eu. Eu não sabia como reagir. Tentei me manter calmo, mas essa calma foi se desmanchando igual manteiga sob forte sol. A voz ficou embargada, enquanto assistia minha esposa a chorar... então não consegui resistir... as lágrimas vieram acompanhadas com soluços que pareciam intermináveis. Choramos nós dois. As palavras eram cortadas, as amídalas fechava-se e o sal das lágrimas mostravam o sabor da dor e do medo! Alguém tinha que se controlar... Eu tinha que me controlar... Só não sabia como! Como?
                     Logo eu estava de volta, sendo trazido de ambulância ao hospital Sapopemba; Agora com a notícia de uma ponte-safena instalada dentro do peito  

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