sexta-feira, 15 de março de 2013

400 ANOS - ENFARTE, A VIDA ANTES DURANTE

E DEPOIS... muita saúde, muita felicidade, muito vida, divertimento de sobra; Saúde pra dar e vender, churrascada, festa, trabalho e diversão. Finais de semanas felizes. Datas comemorativas; Viver,ver e viver muito. Quatrocentos anos, uma vontade enorme de morrer só aos quatrocentos anos, mas que só no fundo de cada ser, esse desejo mesmo sendo brincadeira não deixa de ser sincero. Um sonho pra todo ser humano que mostra apenas o desejo de se ter uma vida quase eterna.
                    São essas frases ""400 ANOS" que eu costumava brincar: Só daqui a quatrocentos anos é que vou morrer, tá duvidando? É que você não vai chegar a essa idade, se não eu ia te mostrar..."" Aí, todos riam de minhas palavras, brincavam com ela!
                    Os mais achegados a mim (amigos e colegas), brincavam comigo, sempre comentando: Aí vem o homem dos quatrocentos anos.
                    Tudo que fiz na vida, tenho absoluta certeza que faria tudo de novo; Mesmos os erros, porque aprendi que foram os erros que me deram a condição de felicidade que hoje me encontro. Uma família perfeita, na qual amo mais que tudo nesse mundo. 
                    Aos poucos as festanças foram ficando para trás. A idade foi chegando e hoje aos 43 anos a vontade de chegar ao quatrocentos, não mudou. Essa vontade infinita, a vontade de viver as festanças não renovadas a cada dia apesar de saber que gradativamente ela diminui, mas nunca chega a zero.
                     A ironia do destino prega peça em qualquer um, e eu fui a bola da vez. 400 ANOS, era minha meta, era minha conta, e com um zero a menos o destino resolveu me derrubar. Aos quarenta um susto toma conta do meu coração (literalmente). Brincadeiras, quantas brincadeiras fazemos com as palavras. Brincamos com frases do tipo: "cuidado com o coração,  de repente dá um piri-paque para o beleléu. O corpo cheio de saúde... Falamos isso, mais do exemplo de que vemos; Sempre alguém distante, às vezes parentes que tiveram maus súbitos. Infelizmente uns morrem e felizmente outros contam histórias. Na verdade passa longe agente pensar que esse piri-paque seja no nosso próprio peito.
                     As dores no meu peito eram sinais que a máquina ia parar. A pergunta era, qual o motivo das dores? dificuldade financeira, nunca foi uma preocupação, isto vira uma constante e o costume é certo. Não é isso que faz meu peito doer. A vitória ou a derrota do time de coração, não emociona a ponto de causar dano na máquina bombeadora. Quem sabe, talvez, um acerto na loteria federal, emocione a ponto de mexer na estrutura do tum tum tum!
                     No dia 24 de janeiro de 2012, (terça-feira)  fui surpreendido, às 22 horas, com fortes dores no peito, no meio do peito, bem na boca do estômago. Uma dor como se estivesse empaturrado e a comida estivesse me fazendo mal. 

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A DISTÂNCIA E A SAUDADE

CRONICA                      ADISTÂNCIA E A SAUDADE     A vida começa na concepção do amor. São muitas brincadeiras, risos e palha...